O prefeito reeleito de Uberaba (MG), Anderson Adauto, foi condenado ontem por suposta improbidade administrativa à perda do cargo e dos direitos políticos por 5 anos. A sentença é do juiz Lênin Ignachitti, que o havia afastado há dois dias.

Desta vez, o processo apura a publicação da foto e de mensagem de Adauto em 15 mil agendas distribuídas aos alunos de Uberaba. Ele recorrerá da decisão e ficará no cargo até o fim da ação.

A defesa do prefeito estuda ingressar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz, da 4ª Vara Cível da cidade. Na terça-feira, o magistrado determinou o afastamento e o seqüestro dos bens do prefeito e de outros dois funcionários públicos - e ontem condenou Adauto por improbidade administrativa em outro caso. O prefeito e os dois servidores são suspeitos de integrarem um suposto esquema fraudulento para a gestão da rede de saúde e compra de produtos hospitalares. A empresa envolvida, Home Care, foi um dos alvos da Operação Parasitas - força-tarefa formada por policiais civis e promotores paulistas para apurar o direcionamento de licitações em hospitais públicos do Estado .

"Não é a primeira vez que ele (Lênin) toma uma decisão precipitada", disse Adauto, referindo-se à ordem de prisão expedida contra ele pelo mesmo juiz no ano passado. O criminalista José Luis Mendes de Oliveira Lima, advogado do prefeito mineiro, também reagiu: "Foi uma decisão violenta. O juiz afastou um prefeito reeleito com 55% de aprovação." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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