Juiz adia decisão sobre revogação de prisão de mulher suspeita de matar o marido

RIO DE JANEIRO ¿ O juiz da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, Sidney Rosa, informou nesta terça-feira que enviará os pedidos feitos pela defesa de Alessandra Ramalho D´Ávila ao Ministério Público Estadual do Rio antes de decidir se irá acatar ou não as solicitações feitas. De acordo com o TJ-RJ, o magistrado quer avaliar a posição dos promotores do MPE antes de tomar qualquer decisão.

Redação |

Nesta terça-feira, o advogado Mário de Oliveira Filho, que defende Alessandra D´Ávila, deu entrada junto à 3ª Vara Criminal um pedido de revogação da prisão temporária de cinco dias de sua cliente. Oliveira Filho também pediu a suspensão da cremação do corpo do engenheiro Renato Biasotto Mano Júnior, de 52 anos, para que sejam realizados novos exames.

Na noite de segunda-feira, Mário Oliveira Filho disse que sua cliente confessou ter assassinado o marido , mas que agiu em legítima defesa. De acordo com o advogado, Alessandra protegia a sua própria integridade e também a de seu filho, de cinco anos, quando atacou o marido a facadas na manhã do último sábado , no apartamento do casal, localizado em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

"Eles discutiram fortemente por volta das 3h30 e ela passou mal. Quando vomitava no banheiro, ele deu uma gravata nela que a impedia de respirar. Os gritos da briga acordaram a criança, que saiu da cama e pediu para o pai parar com a briga. Quando ele partiu para cima da criança, ela pegou uma faca e o golpeou", contou o advogado.

Foragida

De acordo com Oliveira, ao perceber que o marido estava morto, Alessandra foi a uma delegacia, mas não conseguiu registrar a ocorrência porque estava com a criança chorando e havia outras pessoas que seriam atendidas na frente dela. O advogado informou que a mulher não deve se apresentar enquanto for mantida a prisão temporária pedida pela Polícia Civil.

"Não há motivo para a prisão apenas para que ela preste depoimento. A investigação está concluída e ela não nega que o matou em legítima defesa", afirmou.

O empresário Eduardo Pedrosa, amigo da família, disse à polícia que a relação entre Mano Júnior e Alessandra era bastante conturbada, devido ao ciúme excessivo do engenheiro. Ele teria exigido que a mulher fizesse um exame de DNA quando ela disse que estava grávida dele, para que a paternidade do filho fosse comprovada. Os dois estavam casados há seis anos.

O corpo de Mano Júnior vai ser cremado em um cemitério no Rio . Segundo Eduardo Pedrosa, a data ainda não foi divulgada porque a família espera a chegada de uma irmã do engenheiro, que mora na Austrália.

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