Jucá pode assumir cadeira petista no Conselho de Ética

BRASILIA ¿ O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sinalizou nesta terça-feira que deve mesmo assumir uma das cadeiras do PT no Conselho de Ética do Senado. Ao sair da CPI da Petrobras, ele destacou que é o líder do governo e disse estar à disposição.

Christian Baines, repórter em Brasília |

Por causa da condução do processo, começou a ser discutida a posição do PT. Mas Conselho de Ética não e partidário. É questão de julgamento individual. Não é justo com o PT (...) Eu estou à disposição, afirmou o senador.

O impasse em relação às cadeiras do PT no colegiado surgiu após os dois suplentes Ideli Salvatti (SC) e Delcídio Amaral (MS) sinalizarem que não pretendem assumir suas funções e o líder do partido, Aloizio Mercadante (SP), ter colocado seu cargo à disposição.

Os três senadores não estariam dispostos a assumir posição a favor do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no colegiado, como orientou o Palácio do Planalto, pois vão disputar as eleições no ano que vem e não querem sofrer desgaste com a opinião pública.

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, propôs então colocar Jucá e Roberto Cavalcanti (PRB-PE) nos lugares de Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e João Ribeiro (PR-TO) que deixaram suas cadeiras no colegiado.

Mercadante não gostou da proposta e anunciou na tarde desta terça-feira que estava colocando seu cargo à disposição.

Delcídio criticou a postura do líder de seu partido e disse que devem fazer uma conversa para decidir os próximos passos. Não sei o que vai acontecer, como vai ficar. Até por uma questão de sensatez, temos que ter uma conversa, disse.

O PT é chamado de fiel da balança no Conselho de Ética, pois o voto dos seus três senadores é decisivo no julgamento dos recursos no colegiado. Caso os três petistas votem com a oposição, os processos contra Sarney podem ser instalados.

O conselho vai se reunir nesta quarta-feira para votar os 11 recursos contra o arquivamento sumário, feito pelo presidente do colegiado, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), das denúncias e representações contra Sarney.

Sarney é acusado de quebra de decoro parlamentar por, entre outras coisas, estar supostamente envolvido na edição de atos secretos no Senado, por nepotismo e tráfico de influência.

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