O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu hoje que haverá protestos de parlamentares aliados do governo e de oposicionistas contra a edição da Medida Provisória (MP) 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem o controle acionário de instituições financeiras, inclusive bancos privados. Jucá comentou, porém, que considera natural a chiadeira.

"Sem chiadeira, não tem graça", disse.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, estiveram ontem em audiência pública na Câmara dos Deputados falando sobre a crise financeira internacional e seus efeitos no Brasil e nada disseram aos parlamentares sobre a MP que foi publicada hoje. Jucá defendeu Mantega e Meirelles das queixas dos parlamentares contra a surpresa. "Muita coisa não pode ser discutida, para não haver especulação (no mercado)", afirmou o senador.

Jucá afirmou também que, de acordo com as regras democráticas, as medidas provisórias "não são dogmas imutáveis", podendo ser alteradas no Congresso. "As MPs são instrumento normal de política financeira. O governo está aberto a contribuições." O senador observou, também, que as autoridades econômicas já haviam avisado que tomariam as medidas que considerassem necessárias para administrar no País os efeitos da crise financeira internacional.

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