Jovens são condenados por crime de Guarulhos

GUARULHOS - Depois de três dias de julgamento, Vagner Conceição da Silva, Renato Correia de Brito e William César de Brito foram condenados por matar a jovem Vanessa Batista de Freitas, de 22 anos, em agosto de 2006.

Redação com agências |

Renato e Wagner foram condenados a 24 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, por homicídio qualificado e atentado violento ao pudor. Já a pena de William foi de 9 anos, 4 meses e 15 dias. O juri não considerou que William cometeu homicídio, apenas atentado violento ao pudor. Além disso, eles terão de pagar um salário mínimo para cada filho da Vanessa por mês até os filhos completarem 25 anos.

De acordo com o advogado de defesa dos réus, Alcides Tolentino, a votação dos jurados foi apertada, a maioria dos quesitos foi decidido por 4 votos a 3. 

Os acusados negaram a autoria do crime no julgamento. Renato afirmou que a versão do inquérito foi forjada por policiais locais. Disse não ter oferecido dinheiro aos PMs que o prenderam (segundo ele, os policiais pediram R$ 20 mil para liberá-lo) e jamais esteve no local em que o corpo foi encontrado. E afirmou que nunca confessou o assassinato de Vanessa, sua ex-namorada. Fizeram eu assinar um monte de papéis, mas não me deixaram ler.

Willian e Wagner contaram que passaram por uma espécie de tribunal do PCC no CDP 1 de Guarulhos: presos teriam exigido que os advogados deles trouxessem o processo, que foi lido e cotejado com o que saía na imprensa. Ambos teriam sido inocentados por esse júri.

Presos por mais de dois anos, os três acusados foram soltos em setembro, após a confissão de Leandro Basílio Rodrigues, o Maníaco de Guarulhos. Rodrigues agora nega a autoria do crime, também alegando ter sido torturado.

Depois do fim do julgamento, os jovens seguiram para o 1º Distrito Policial de Guarulhos, para cumprir a pena em regime fechado.

O assassinato

Vanessa Batista de Freitas desapareceu no dia 17 de agosto de 2006 e foi encontrada morta dois dias depois num terreno baldio da cidade. Seu corpo apresentava marcas de violência sexual. No mesmo dia, a polícia prendeu o ex-namorado e pai do filho de Vanessa, Renato Correia de Brito. Em depoimento, o rapaz confessa ter sido o mandante do crime, executado por seus dois amigos William Cesar de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva, que também foram presos.

Em setembro de 2006, o delegado que investigou o caso, Antônio Carlos Cavalcante, escreve ao juiz que não havia provas que sustentassem a prisão dos supostos executores, Wagner e William, que sempre negaram o crime. O promotor Marcelo Oliveira pediu que ambos continuassem presos e foi atendido pela Justiça.

Renato, William e Wagner ficaram detidos no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos sob acusação de violentar e matar Vanessa. Entre 2006 e 2007, tiveram um pedido de relaxamento da prisão e um pedido de habeas-corpus negados.


(Com reportagem de Paula Paulenas e informações da Agência Estado)

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