Jovens negam autoria de trote violento em Barretos-SP

O delegado do 2º DP de Barretos (SP), Celso Spadacio, ouviu hoje, na cidade vizinha Jaborandi, os dois suspeitos de praticarem o trote violento (atirando creolina) contra sete calouros do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb). O trote ocorreu na noite de 22 de fevereiro, em frente à instituição, em Barretos.

Agência Estado |

Dionatan Kavamoto dos Santos (que não está estudando), de 19 anos, e Felipe Ferreira Troques Dib (estudante de Direito), de 24, negaram que tenham praticado o trote. Porém, dois dos calouros haviam identificado e representado contra ambos. As outras cinco vítimas foram ouvidas como testemunhas e não quiseram representar contra os agressores. O termo circunstanciado por lesão corporal dolosa, de natureza leve, será remetido ao Poder Judiciário de Barretos amanhã.

"Os dois acusados negaram os fatos e as outras cinco vítimas não quiseram representar contra os agressores", disse Spadacio. Uma das vítimas, Carla Fernanda Miguel, de 18 anos, atingida com creolina no rosto, pescoço, tórax e pernas, informou ao delegado que a pessoa que jogou o produto contra si não era Santos ou Dib. Ela citou que foi Tiago Henrique Lima, mas também não quis representar contra ele.

À reportagem do jornal O Estado de S. Paulo , no dia seguinte ao trote, Carla havia citado apenas o prenome Tiago e seu apelido, "Toupeira", adiantando ainda que não levaria o caso adiante. Ela disse que Tiago pensou que o líquido fosse perfume e que até ajudou a pagar os medicamentos que precisou após as queimaduras.

Spadacio disse que não será necessário ouvir Tiago, pois ele não teria participado ativamente no trote contra os demais. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicaram que os calouros sofreram queimaduras de primeiro grau, de natureza leve.

Vítimas e agressores são da pacata Jaborandi, que tem cerca de 6,7 mil habitantes. Os calouros Ronier Jorge Ferreira da Silva, de 30 anos, e Patrick Adriano de Souza, de 23, vão levar o caso adiante. Além de Carla, os que querem esquecer o caso são João Mário Henrique da Silva, de 18 anos, Geraldo Pereira, de 23, Murilo Daniel Fonseca, de 19, e Rodolfo Henrique Sales de Olivera, de 18.

O Conselho Universitário da Unifeb analisará o caso e os responsáveis pelo trote poderão ser advertidos ou até expulsos, segundo o reitor Álvaro Fernandez Gomes. O Ministério Público Federal (MPF) também quer informações sobre o trote e pediu informações à Polícia Civil e à instituição de ensino.

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