RIO DE JANEIRO - Dois jovens de classe média acusam uma dupla de policiais militares de tortura e cárcere privado em Niterói, na região metropolitana do Rio.

De acordo com os rapazes, de 17 e 18 anos, o crime ocorreu no sábado quando eles perguntaram ao dono de uma casa à venda informações sobre o imóvel. Como estavam de bermuda e sem camisa, o dono da casa desconfiou deles e chamou a polícia.

Os jovens foram abordados quando estavam a caminho de suas residências. De acordo com a família dos rapazes, os jovens se identificaram, mas foram algemados, colocados em uma viatura e levados para um morro. No local, eles teriam sido espancados e ameaçados pelos policiais com armas apontadas para a cabeça. No domingo, os pais fizeram fotos e registraram queixa na 76ª Delegacia de Polícia de Niterói.

Na segunda-feira, os pais levaram os filhos ao 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói (BPM) onde os policiais são lotados. Eles registraram um Termo de Declaração e por meio de fotos as vítimas reconheceram os dois agressores. A Assessoria de Comunicação da Polícia Militar informou que o comandante do batalhão abriu uma sindicância para apurar os fatos e um Inquérito Policial Militar (IPM). No entanto, até a conclusão das investigações, os dois policiais permanecerão trabalhando normalmente.

Engenheira

No Rio, o 1º Tribunal do Júri ouviu duas testemunhas de acusação no julgamento dos quatro PMs acusados da morte da engenheira Patrícia Amieiro Franco. Prestaram depoimentos o pai da jovem, Antonio Celso de Franco, e o flanelinha Thiago Affonso Ferreira.

Os policiais militares Marcos Paulo Nogueira Maranhão, Willian Luis do Nascimento, Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos são acusados da morte e ocultação do corpo da jovem, que desapareceu no dia 14 de junho de 2008, na Barra da Tijuca.

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