Jovem que matou inglesa em Goiânia pega 21 anos de prisão

SÃO PAULO (Reuters) - O Tribunal do Júri de Goiânia condenou na noite de quinta-feira o brasileiro Mohammed dAli Carvalho dos Santos a 21 anos de prisão por ter matado e esquartejado a estudante inglesa Cara Marie Burke em julho do ano passado. A sentença, proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1a Vara Criminal de Goiânia, levou em conta uma pena de 19 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado da jovem, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa para a vítima, além de 2 anos pela ocultação do cadáver e multa.

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Mohammed, 21 anos, deve cumprir a sentença inicialmente em regime fechado, mas pode ser beneficiado com a progressão da pena e permanecer na prisão durante apenas 8 dos 21 anos previstos na sentença, disse em nota o tribunal. Nesse caso, o restante da sentença seria cumprido em regime semiaberto.

Ainda de acordo com o tribunal, a defesa deve analisar o caso para ver se há ou não necessidade de recorrer da decisão.

No julgamento, que durou cerca de 14 horas, ele confessou ter matado e esquartejado Cara Marie Burke, 17 anos, em 26 de junho de 2008, em Goiânia.

Centenas de pessoas fizeram fila e se revezaram para acompanhar o julgamento no plenário da 1a Vara Criminal de Goiânia, com capacidade para cerca de 250 pessoas.

Não havia no tribunal representantes da família da vítima. Mas a namorada de Mohammed, Helen de Matos Victória, 19 anos, e o irmão dele Bruce Lee dos Santos testemunharam no julgamento.

Bruce Lee afirmou que o irmão tentou matá-lo na adolescência e que a morte do pai, também esquartejado quando Mohammed tinha apenas 2 anos, deixou o adolescente revoltado durante sua infância e juventude.

Segundo Helen, que em março último deu à luz um filho com Mohammed concebido na prisão, ele teria distúrbios de comportamento e mudança de humor constantemente.

Mohammed e Cara teriam se conhecido na Inglaterra e moraram juntos no Brasil no apartamento onde ocorreu o crime.

Após sua prisão, em agosto de 2008, Mohammed confessou à polícia ter matado a jovem após ela ter ameaçado revelar à sua mãe e a um policial que ele era usuário de drogas.

O corpo da jovem foi encontrado dentro de uma mala em Goiânia e identificado por meio de fotos pela família dela.

Exames psicológicos feitos pela Junta Médica Oficial do Poder Judiciário de Goiânia revelaram que Mohammed possui perturbação mental, alta periculosidade e personalidade antissocial.

(Por Fabio Murakawa; com reportagem da TV Reuters)

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