O adolescente J.S.

G, que acusa militares do Exército do Rio de espancamento e tortura, será transferido na tarde de hoje para um hospital militar. A transferência foi negociada entre a família do jovem e uma equipe de militares da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército. O advogado da família do adolescente, o presidente do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos, João Tancredo, afirmou que a medida é uma espécie de "reparação louvável" do Exército.

O adolescente pode ser transferido para o Hospital Central do Exército ou da Aeronáutica, que possui um centro de referência no tratamento de queimados. Na quarta-feira, J.S.G foi flagrado por uma guarnição de cinco militares fumando maconha em uma fábrica desativada do Exército em Realengo, na zona oeste do Rio. Ele acusa os militares de espancamento, tortura e de terem ateado fogo ao seu corpo. De acordo com o Hospital Pedro II, em Realengo, onde o jovem está internado, o estado dele é considerado estável e não há risco de morrer.

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