BRASÍLIA - O delegado-chefe da 2ª delegacia de polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, responsável pelas investigações do caso da jovem indígena que morreu quarta-feira (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), afirmou nesta quinta (26) que a adolescente foi vítima de violência sexual.

A indígena Xavante, de 16 anos, morreu ao meio-dia de quarta (25) no HUB, após uma cirurgia. A adolescente teve duas paradas cardíacas e não resistiu. Segundo o delegado, a jovem sofreu perfuração no órgão genital e a cirurgia foi uma tentativa de reverter a situação.

Ela realmente sofreu violência sexual que causou sua morte. Nós temos um caso de homicídio qualificado, além do estupro e do atentado violento, afirmou Romeiro.

O delegado garante, ainda, que o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A garota tinha lesão neurológica - não falava e se locomovia por meio de cadeira de rodas ¿ e estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio.

De acordo com o delegado, a Casai também será investigada. Os exames indicam que o caso ocorreu entre 24 e 48 horas [antes da morte], período no qual ela se encontrava na Casa de Apoio", afirmou.

"Nós não temos nenhuma dúvida de que a violência ocorreu na Casa de Apoio, e é lá que vamos investigar, completou.

A Funasa informou, por meio de nota, que na Casai, a Funasa mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia que a indígena passou mal, haviam 56 pessoas entre pacientes e acompanhantes.

Crime foi "comum"

A Fundação Nacional do Índio (Funai) disse que não vai se manifestar sobre o caso da jovem indígena. Segundo a assessoria de imprensa da Funai, o crime foi "comum" e medidas só serão tomadas se for comprovado crime contra a etnia indígena.

Ao tomar conhecimento do fato, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) encaminhou ofício para a Polícia Federal (PF), pedindo a investigação do caso. Entretanto, a PF informou que, por não haver explicitamente o crime contra a etnia, o caso é de responsabilidade da Polícia Civil.

A Funasa informou por meio de nota que a Casai mantém serviço de vigilância 24 horas e que no dia em que a indígena passou mal pela suposta agressão, 56 pessoas estavam no local, entre pacientes e acompanhantes.

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