Jovem apreendido não acusa Bruno, diz advogado de goleiro

Polícia teria ido à casa de atleta após denúncia de cárcere privado

iG Rio de Janeiro |

O advogado Monclar Gama, representante do escritório que defende o goleiro Bruno, disse nesta terça-feira que o menor de idade apreendido no início da tarde na casa do atleta não está acusando seu cliente. Gama foi até a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio, na Barra da Tijuca, para entender o motivo de apreensão do jovem, segundo ele argumentou.

De acordo com o advogado, o escritório que representa recebeu hoje uma ligação informando que policiais civis estavam na casa de Bruno devido a uma denúncia de cárcere privado. “Isso nunca existiu, tanto que Bruno franqueou a entrada da polícia na casa”, disse.

Monclar Gama declarou que o jovem realmente foi apreendido e que ele seria primo do goleiro do Flamengo. “Não tive acesso ao depoimento. Vim, mas o jovem está assistido por um parente”, informou.

iG São Paulo
Viaturas da polícia em fente a casa do goleiro, onde apreenderam adolescente
Denúncia

A Divisão de Homicídios apreendeu, no início da tarde desta terça-feira, um jovem que seria menor de idade e que estava na casa do goleiro Bruno do Flamengo, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O atleta é suspeito pelo desaparecimento da ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos. Três carros da delegacia especializada estiveram no condomínio onde mora o jogador e saíram por volta de 13h35. O rapaz está sendo interrogado na sede da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca.

De acordo com o depoimento de um motorista de ônibus à Delegacia da Barra da Tijuca, o menor teria dado uma coronhada na cabeça de Eliza no carro de Bruno, que estava sendo usado por Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, amigo do goleiro. Pela manhã, o motorista, cujo nome não foi divulgado, deu uma entrevista à Rádio Tupi, onde disse que o filho de uma das suas sobrinhas, um adolescente de 17 anos, teria participado do possível assassinato de Eliza .

Segundo a reportagem, o homem contou que o jovem o procurou no dia 3 de julho para contar que ele e Macarrão levaram Eliza e o bebê, de 4 meses, suposto filho de Bruno, de um hotel na Barra da Tijuca até o sítio do atleta, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Conforme o motorista, o jovem contou que acertou e matou Eliza com uma arma dentro do carro do goleiro. Macarrão estaria dirigindo o veículo. Ainda de acordo com a matéria da Rádio Tupi, o adolescente afirmou também que Bruno teria pagado um homem, identificado como Cleiton, o valor de R$ 3 mil para que entregasse o corpo de Eliza a um traficante, que por sua vez sumiria com o cadáver.

O motorista de ônibus disse que o adolescente vai contar o que sabe se for procurado pelas autoridades, inclusive como o crime foi planejado pelo goleiro e o amigo dele.

O motorista disse que foi namorado de uma tia da mãe do adolescente envolvido no caso, que também mora em São Gonçalo. Essa mulher seria amiga da esposa de Bruno, Dayanne, e o marido dela seria tio do goleiro. No sábado, enquanto o jovem estava na casa do motorista, teria recebido ligações de Bruno para ir para a casa do jogador na Barra da Tijuca. Ele disse que os advogados do goleiro estariam instruindo os envolvidos no sumiço de Eliza a dizer que ela teve uma discussão dentro do carro com o adolescente, e que acabou levando um soco no rosto, por isso as marcas de sangue no veículo.

O veículo passou por perícia em Belo Horizonte. A polícia mineira encontrou possíveis manchas de sangue no interior do carro. O resultado, que pode comprovar que o sangue era de Eliza, deve ficar pronto nesta semana.

    Leia tudo sobre: BrunoElizagoleirodesaparecimento

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG