Os deputados federais José Genoino (PT-SP) e Francisco Rossi (PMDB-SP) participam nesta segunda-feira de dois videochats no iG sobre união homossexual. Das 14h às 15h, Genoino conversa com internautas. Das 18h às 19h, será a vez de Rossi responder às perguntas dos leitores. Os bate-papos acontecem ao vivo no estúdio do iG na capital paulista e serão mediados pelo jornalista Ricardo Galhardo. http://batepapo.ig.com.br/ target=_blankhttp://wchat.ig.com.br/?100&autohttp://batepapo.ig.com.br/Clique aqui para entrar no bate-papo com José Genoinohttp://batepapo.ig.com.br/ http://wchat.ig.com.br/?100&autoClique aqui para entrar no bate-papo com Francisco Rossi

Agência Câmara
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José Genoino é autor do projeto de lei que defende a legalização do casamento gay. O projeto 4914/2009, co-assinado por representantes de mais 11 partidos diferentes (PCdoB, PSB, PP, PSOL, PV, PTB, DEM, PPS, PMDB, PDT e PSDB), está parado em uma comissão na Câmara dos Deputados. Vamos ter resistências, mas vamos lutar. Como nós estamos tratando dos direitos de cidadania, eu confio que a gente vai tirar esse assunto da visão preconceituosa e religiosa. Tem vários parlamentares de vários partidos que estão nos apoiando. Para conseguir a maioria, vai depender do nosso argumento, das alianças e de não aceitar essa marca preconceituosa, declara.

Genoino será candidato à reeleição como deputado federal pelo PT.

Agência Câmara
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Francisco Rossi

pertence à chamada "bancada evangélica" do Congresso, que se opõe à união homoafetiva assim como a Igreja Católica. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já se posicionou publicamente de maneira contrária à lei. A bancada religiosa defende que o Código Civil já estabelece que se pode "celebrar contrato de sociedade entre as pessoas que se obrigam a combinar seus esforços ou recursos para lograr fins comuns".

Francisco Rossi foi cogitado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como um possível candidato peemedebista ao governo de São Paulo.

União gay no Brasil

Atualmente, a Constituição brasileira exige a diversidade do sexo para configurar união estável. O Código Civil reconhece como entidade familiar a união estável entre homem e mulher, configurada na convivência pública, contínua, duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição da família.

Fora desses universos, os casais formados por pessoas do mesmo sexo caem num limbo jurídico onde são impedidas de, por exemplo, aprovar cirurgia do companheiro ou da companheira, somar renda para aprovar financiamento conjunto, inscrever o parceiro ou a parceira como dependente de servidor público, não tem direito a licença-luto, é impedido de fazer declaração conjunta de Imposto de Renda, entre outros direitos.

Para acelerar o trâmite do projeto na Câmara, lideranças do movimento ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) pretendem fazer um movimento ficha limpa na eleição deste ano , conclamando que sejam eleitos apenas legisladores comprometidos com o debate da união homoafetiva.

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