José Aparecido chega à PF para depor sobre vazamento de dossiê

BRASÍLIA - O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, chegou por volta de 10h à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para prestar depoimento sobre o vazamento de suposto dossiê, produzido no órgão da Presidência da República.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

O depoimento do deve durar mais dos que as três horas usadas pelo assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes, em seu depoimento à PF na última segunda-feira. Ele chegou com dois advogados e passou rapidamente pelos jornalistas sem dar declarações.

O delegado da Polícia Federal, Sérgio Menezes, diz já ter esclarecido o caso quase na totalidade, tendo informações sobre o computador fonte que alimentou a planilha contendo os gastos do ex-presidente Fernando Henrique, passada por e-mail pelo ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelo delegado porque o inquérito corre em segredo de Justiça.

Na próxima terça-feira, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, do Congresso Nacional, deve ouvir José Aparecido e André. Os depoimentos serão dados separadamente.

Vazamento

Reprodução/ TV Globo
José Aparecido Nunes teria vazado o dossiê
Os dados apurados pela PF confirmam a tese, já levantada quando da divulgação do laudo do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), que apontam Aparecido como responsável pelo vazamento. A PF comprovou a autoria do vazamento no computador pessoal de André, que foi apreendido e também submetido a perícia. O assessor de Álvaro Dias havia apagado a mensagem de Aparecido do seu computador de trabalho, no gabinete do Senado, mas antes havia feito um espelho no seu micro pessoal.

O objetivo da PF é descobrir quem mandou fazer o suposto dossiê e com que motivação, para estabelecer se houve crime. Nessa hipótese, os autores podem ser indiciados por prevaricação e violação de sigilo funcional. Mas as investigações ainda não permitiram concluir que houve crime na manipulação dos dados, função - em princípio - corriqueira em órgãos públicos como a Casa Civil.

As investigações também reforçam a tese de que a planilha recebida por André transitou pelos computadores dos dois servidores cedidos por Aparecido ao Grupo de Trabalho criado por Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil e braço-direito da ministra Dilma Rousseff. O grupo foi reunido para levantar os gastos da Presidência no período de 1998 a 2003, o que pegou o período de governo de FHC. Indagado sobre essa hipótese, o delegado foi evasivo, alegando sigilo da investigação. "É possível

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