José Alencar elogia operação da PF que prendeu Dantas, Pitta e Nahas

BRASÍLIA - O presidente em exercício, José Alencar, elogiou nesta terça-feira o trabalho da polícia Federal que culminou com a prisão do dono do Grupo Oportunitty, Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, e do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

O grupo investigado é suspeito dos crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Nunca houve um tempo em que a PF trabalhou com tanta eficiência como nesses últimos meses. Sempre fui a favor de que as investigações sejam rigorosas. Você não pode aplaudir qualquer tipo de injustiça e prender bandido não é desrespeitar o Estado de Direito, completou Alencar.

Operação Satiagraha

AE
Celso Pitta, um dos presos na operação
Celso Pitta, um dos presos na operação
A Operação Satiagraha foi desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira para cumprir 24 mandados de prisão e 56 ordens de busca e apreensão. Entre os presos estão Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. 

O grupo investigado é suspeito dos crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Dantas também irá responder por suspeita de espionagem e de tentativa de corrupção de um delegado cujos primeiros nomes são Vitor Hugo

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início há quatro anos e estão relacionadas ao escândalo do mensalão. Nela, a polícia identificou pessoas e empresas beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério, que já está sendo processado pelo mensalão, para intermediar e desviar recursos públicos.

O chamado esquema do mensalão envolvia o suposto pagamento de dinheiro a deputados da base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em troca de apoio no Congresso. As denúncias do esquema derrubaram figuras importantes do governo petista, como o então ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.

Segundo a PF, o esquema montado pelo publicitário Marcos Valério desviava recursos públicos para o mercado financeiro. A Polícia Federal informou que o esquema seria comandado pelo banqueiro Daniel Dantas. Para cometer os crimes, principalmente de desvio de verbas públicas, o grupo é acusado de ter várias empresas de fachada. 

Ainda de acordo com a investigação, foi descoberta a existência de um segundo grupo que atuava no mercado financeiro para "lavar" o dinheiro desses desvios. A PF apurou que este grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas. Há indícios que as duas organizações atuavam de forma interligada e também recebiam informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve.

O Ministério Público Federal e a PF pediram também a prisão do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado federal, mas o juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, entendeu que não existiam fundamentos suficientes para decretá-las.

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