Jornalistas americanas admitiram difamar o regime da Coreia do Norte

As duas jornalistas americanas condenadas na semana passada a 12 anos de trabalhos forçados pela Coreia do Norte por terem entrado ilegalmente no país reconheceram ter realizado uma campanha para difamar o regime, afirma a agência oficial KCNA.

AFP |

Segundo a KCNA, cujas notas são recebidas em Seul, as duas repórteres confessaram durante o julgamento ter tentado "isolar e sufocar" o sistema político norte-coreano.

Ainda de acordo com a KCNA, as duas mulheres cruzaram ilegalmente a fronteira "para filmar imagens e utilizá-las em uma campanha de difamação sobre o tema dos direitos humanos na República Popular Democrática da Coreia" (RPDC, Coreia do Norte).

Em uma sentença anunciada no dia 8 de junho, um tribunal norte-corearno condenou as americanas Euna Lee e Laura Ling, que trabalham para o canal californiano Current TV, a 12 anos de trabalhos forçados.

As duas foram detidas em 17 de março por terem cometido, segundo Pyongyang, "atos hostis" e entrado ilegalmente em território norte-coreano.

A condenação foi anunciada em um momento de tensão diplomática, já que os Estados Unidos buscam punir a Coreia do Norte, que acaba de realizar o segundo teste nuclear e fez uma série de disparos de mísseis.

De acordo com analistas, o regime norte-coreano quer utilizar as duas repórteres como um meio para pressionar Washington e convencer o governo do presidente Barack Obama a iniciar conversações diretas.

sm/fp

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