Jornalista iraniano-americana julgada por espionagem em Teerã

O julgamento da jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, detida em Teerã desde o fim de janeiro e acusada de espionagem em favor dos Estados Unidos, começou na segunda-feira, apesar dos gestos de abertura política do governo de Barack Obama.

AFP |

"O primeiro dia do processo aconteceu ontem (segunda-feira) e a jornalista foi autorizada a falar no tribunal para sua defensa", declarou nesta terça-feira o porta-voz do poder judiciário, Ali Reza Jamshidi.

Ele confirmou que Saberi foi acusada de espionagem em favor dos Estados Unidos e anunciou que o veredicto deve ser divulgado dentro de uma ou duas semanas.

O julgamento acontece apesar da abertura diplomática do presidente Barack Obama e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em relação ao Irã.

Hillary informou no fim de março que uma delegação americana entregou a uma delegação iraniana uma carta com o pedido de libertação para três americanos detidos no Irã, incluindo Roxana Saberi, durante a conferência sobre o Afeganistão em Haia.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Hassan Ghashghavi, negou uma reunião e que a carta tenha sido entregue pelos americanos.

Roxana Saberi, 31 anos, tem dupla cidadania, mas o governo do Irã não reconhece o princípio de duas nacionalidades.

A jornalista, colaboradora da rádio pública americana NPR, da BBC britânica e do canal de televisão americano Fox News, foi detida inicialmente por comprar bebida alcoolica, o que é proibido na República Islâmica.

hif-sgh/fp

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