Jobim vê dificuldades em acordo eleitoral PT-PMDB

RIO (Reuters) - A aliança presidencial entre PT e PMDB para a formação de uma chapa liderada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com um vice peemedebista vai encontrar dificuldades, prevê o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O ministro, que é do PMDB, acha que os principais problemas vão acontecer nas cidades e Estados onde os dois partidos são concorrentes.

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"O problema do PMDB são os diretórios regionais. Isso é muito claro. O envolvimento dos diretórios numa candidatura nacional está muito ligada na capacidade de agregação de votos da candidatura nacional na local", disse Jobim.

No locais em que as duas legendas estão em lados opostos, "vai ter problema, sem dúvida alguma", identificando problemas em São Paulo e em Pernambuco, Estados que defendem o apoio ao governador José Serra (SP), provável candidato tucano, opositor a Dilma. Santa Catarina também está ao lado do PSDB.

O ministro acredita que o processo eleitoral foi antecipado para esse ano. "O processo (dessa eleição) já se iniciou e se iniciou mais cedo. Foi antecipado", afirmou.

Em outubro, PT e PMDB firmaram um pré-acordo visando a eleição presidencial de 2010. O acerto terá de ser chancelado em junho, nas convenções de cada sigla.

Jobim disse que pretende ficar no Ministério da Defesa até o final do mandato Lula, em 31 de dezembro de 2010, mas disse que a decisão caberá ao PMDB.

"Não sou candidato a nada e em princípio fico até depois de março", disse, referindo-se ao prazo de desincompatibilização de cargos para ministros que pretendem concorrer às eleições de 2010.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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