Jobim não descarta sugestão de Alencar em fixar percentual do PIB para Defesa

BRASÍLIA ¿ O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não descartou a sugestão do presidente em exercício, José Alencar, de fixar um percentual de 3% a 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para destinar ao setor militar. No entanto, lembrou que há muitas alternativas de se levantar recursos e disse que as Forças Armadas podem montar um fundo imobiliário com o patrimônio militar inutilizado.

Christian Baines, repórter em Brasília |


Depende. É possível (que possamos fixar um percentual do PIB), mas não sei se será essa a solução. Nós vamos examinar as possíveis soluções. Nós temos a possibilidade de mobilização de usar imóveis das próprias Forças (Armadas). (...) A gente pode formar um fundo imobiliário. Você tem várias alternativas. Primeiro, vamos ver as necessidades e depois vamos ver a forma de financiamento dessas necessidades, disse durante solenidade de apresentação da nova aeronave da Presidência da República.

Jobim disse ainda que a dificuldade histórica de obter recursos para a área da Defesa está ligada à ausência do Executivo na definição de demandas do setor.

O problema todo em relação aos investimentos nas Forças Armadas é que se falava primeiro em investimento e não se falava no quê. Só se falava da necessidade, mas não se dizia quais eram as necessidades. Porque as necessidades eram definidas exclusivamente pelas Forças. Agora não, as necessidades serão informadas pelas Forças e serão definidas pelo Ministério da Defesa e o Poder Executivo. O Poder Executivo se comprometerá, portanto, a um projeto que não é um projeto militar, mas é um projeto nacional, afirmou.

O que não pode é termos a fixação de um percentual x sem ter aonde aplicar e deixar que isso seja aplicado exclusivamente a critério das próprias Forças, completou.

O ministro se reuniu com os comandantes das Forças Armadas na manhã desta sexta-feira para definir um plano a longo prazo de reequipamento militar, especificando adequadamente quais são as demandas da pasta.

Tudo isso nós vamos mapear ao presidente. Faremos um projeto de 20 a 30 anos de implementação e, a partir daí, teremos uma definição da necessidade de recursos.

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