Jobim: militares terão reajuste médio de 47,19%

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou hoje que o reajuste médio dos militares, de 47,19%, terá um impacto de R$ 12,3 bilhões na folha de pagamentos de ativos e inativos até 2011. A folha de pagamentos subirá de R$ 27,6 bilhões no ano passado para R$ 31,8 bilhões em 2008, R$ 35 bilhões em 2009, R$ 38,4 bilhões em 2010 e R$ 39,9 bilhões em 2011.

Agência Estado |

Jobim explicou que o reajuste ocorrerá de forma escalonada e será diferenciado conforme as patentes. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá ainda decidir se o aumento dos militares será dado por medida provisória ou projeto de lei em regime de urgência.

Pelo anúncio, feito em entrevista coletiva no Ministério da Defesa, os recrutas, que hoje recebem em média R$ 235,20, terão um aumento de 137,8%, passando para uma média de R$ 471,00 imediatamente, retroativa a janeiro último. Em fevereiro de 2009, a remuneração média dessa categoria chegará a R$ 514,90 e, em janeiro de 2010, a R$ 559,38. O menor reajuste ocorrerá para os generais oficiais de quatro estrelas, de 35,31% até julho de 2010. Dessa forma, os generais de quatro estrelas, posto mais alto da hierarquia do Exército, terão remuneração média passando de R$ 13,9 mil para R$ 15 mil este ano, chegando a R$ 18,8 mil em julho de 2010.

O ministro da Defesa explicou que haverá grupos de reajuste. O primeiro, de soldados e recrutas, com aumento médio de 91,21%; o segundo, de cadetes e alunos, com reajuste médio de 66,43%; o terceiro, de oficiais intermediários e subalternos, com 47,78%; o quarto, de praças (subtenente, primeiro-sargento, taifeiro-mor, entre outros), com 41,72%; o quinto, oficiais superiores, com 40,91%, e o dos oficiais generais, com 36,31%, em média.

Para o primeiro e segundo grupos, de soldados, recrutas e alunos, o reajuste será retroativo a janeiro passado, com novas elevações em fevereiro de 2009 e janeiro de 2010, sempre acima da variação do salário mínimo. As demais categorias, por sua vez, terão reajustes este ano divididos em três parcelas (a primeira imediata, retroativa a janeiro. A segunda em julho e a terceira em outubro e, em 2009 e em 2010, em julho).

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