Jobim evita comentar novas denúncias sobre escutas telefônicas

BRASíLIA (Reuters) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, evitou comentar neste domingo as novas denúncias contra a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal (PF) sobre grampos telefônicos. Para Jobim, o tema agora diz respeito à Polícia Federal (PF), que abriu inquérito para apurar as denúncias de que a Abin teria interceptado ligações de autoridades dos três poderes.

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'É um assunto exclusivamente para o inquérito. Vamos aguardar o resultado do inquérito', disse o ministro da Defesa a jornalistas depois do desfile em comemoração ao Dia da Independência.

Jobim envolveu-se em polêmica durante os últimos dias devido à revelação que fez ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a Abin detém equipamentos para fazer escutas telefônicas, o que é vedado em lei à agência.

A informação foi dada depois que a revista Veja publicou reportagem segundo a qual a Abin teria grampeado uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Neste fim de semana, foi a vez da revista Isto É publicar uma matéria sobre o tema. A reportagem detalha o envolvimento irregular de agentes da Abin na Operação Satiagraha, da PF, que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Os três já foram libertados.

Segundo a revista, agentes da Abin e da PF teriam interceptado ligações de 18 senadores, 26 deputados, ministros do governo, do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Taís Fuoco)

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