Jobim diz que enxugamento na Infraero vai continuar

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que o processo de enxugamento de cargos comissionados na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai continuar. Jobim esteve hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil, acompanhado do presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva.

Agência Estado |

Dos 98 cargos comissionados, 28 apadrinhados políticos já foram afastados, restando, portanto, 70. A ideia é que todo o processo seja concluído até o meio do ano.

Jobim explicou que todas as pessoas serão avisadas antecipadamente, mas que não haverá reversão no processo por causa das pressões políticas. "Não é questão partidária, é eficiência", afirmou o ministro, explicando que a empresa precisa ser preparada para a abertura de capital. Ele disse que vai conversar com os políticos, "mas sem recuo". "Ou nós temos uma coisa séria, ou não funciona", afirmou. "Se não for séria, não é ambiente para mim", afirmou Jobim. Ele disse, no entanto, que não colocou a situação nesses termos para o presidente Lula. "Não coloquei nesses termos, mas o presidente sabe. O que não funciona eu não opero", afirmou.

O ministro informou ainda que não haverá aproveitamento de apadrinhados políticos que foram afastados dos cargos. Ele disse que entre os comissionados há inúmeros militares que vão retornar aos seus postos. O ministro disse que tem procurado os políticos para explicar as razões da revisão das indicações. "Estamos examinando o nome do todo mundo, fazendo uma análise. O processo é irreversível. O problema não é questão partidária. Precisamos de uma empresa eficiente, competitiva, que possa enfrentar os problemas que vierem, principalmente por causa das concessões que iremos fazer, que exigem musculatura e competência", afirmou o ministro.

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