Jobim diz que demissões na Infraero vão continuar

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que as demissões de afilhados políticos na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) vão continuar e desagradar outros partidos. Em uma palestra ministrada hoje no Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro, o ministro disse ter recebido reclamações de integrantes do seu partido, o PMDB, mas afirmou que a redução de indicações políticas na estatal não tem volta.

Agência Estado |

"Há manifestações de alguns partidos e provavelmente teremos de outros quando as coisas continuarem. Não tem indicação exclusiva do PMDB, há indicados de vários partidos", afirmou.

Jobim tocou no tema ao responder a um dos militares da plateia que perguntou se ele tem apoio no governo para seguir com a profissionalização da Infraero, citando a demissão de 28 nomeados. "Não foram só 28, tem mais", respondeu o ministro, negando conflito com o PMDB. "Vamos coordenar com tranquilidade." O ministro reduziu a celeuma a uma questão administrativa, "que vai continuar".

Pouco antes da sessão de perguntas que sucedeu sua palestra sobre a Estratégia Nacional de Defesa para um grupo majoritariamente composto por oficiais da reserva, Jobim admitiu em entrevista ter recebido "manifestações" de "alguns integrantes" do PMDB, mas não interpretou as queixas como sendo do partido. Segundo Jobim, não há espaço para recuar das mudanças na estatal.

"A profissionalização é um processo longo de modernização para que a Infraero responda às necessidades internacionais e de desenvolvimento do tráfego aéreo do Brasil", disse. "A infraestrutura aeroportuária brasileira precisa responder a tudo isso, precisa ter fôlego e de uma empresa competitiva", afirmou o ministro da Defesa.

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