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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que o depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu sobre a venda da Varig, dado ontem na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, não representou nada. Segundo Jobim, ela apenas confirmou as denúncias de que teria sofrido pressão da Casa Civil, mas não apresentou nenhuma prova.

"A declaração dela foi um nada. Aliás, eu havia dito, já no ano passado, que essa senhora tinha credibilidade abaixo de zero e assim ela continua".

O ministro, que participou hoje do Congresso da Indústria 2008, organizado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), reiterou ainda que a nova política para a indústria de Defesa, que está em elaboração pelo governo, deverá privilegiar o produto nacional em relação ao estrangeiro, de forma a incentivar o desenvolvimento de uma base industrial. Questionado sobre incentivos específicos para a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer), Jobim respondeu que a fabricante brasileira de aviões não precisa de nenhum incentivo, porque já está bem desenvolvida.

Em relação à utilização das Forças Armadas Brasileiras para a solução de conflitos internos do País, o ministro ressaltou que é necessário a elaboração de um estatuto jurídico específico para este tipo de ação. Jobim explica que o estatuto teria o objetivo de proteger a tropa de processos na Justiça Comum sobre atos criminais. Segundo o ministro, a previsão do governo é de levar essa discussão para a sociedade e levar para o Congresso um projeto de lei com proposta de um estatuto específico até o final deste ano.