Jobim descarta transferência da Abin para o Ministério da Defesa

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta segunda-feira a possibilidade da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ser transferida do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência para sua pasta. De acordo com ele, a vocação da Abin não é militar e nem deve ser.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"A Abin tem que continuar junto da presidência. Não há essa hipótese [de ir para a Defesa]. Ela é da linha de informação e não da linha militar", disse Jobim.

Ele respondeu a especulações de que possíveis mudanças no comando da Abin teriam sido responsáveis pelo atraso na apresentação do Plano Nacional de Defesa, marcado para o último dia seis e adiado pelo ministro Mangabeira Unger.

Ainda sobre a crise dos grampos, Jobim disse que o afastamento do diretor-geral da Agência, Paulo Lacerda, se deu por motivos políticos e que o governo não tem nenhuma convicção de sua culpa no caso dos grampos contra ministros do Supremo, da República e senadores.

"Uma coisa é a linha política, outra é criminal, que decorre do inquérito. O que existiu foi a necessidade ou não de decisão política forte. O afastamento temporário foi decisão política, não jurídica. O culpado vai decorrer do inquérito [da Polícia Federal]", disse.

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