O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou seu depoimento na quarta-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos. Jobim, que deveria ter prestado depoimento na semana passada, foi convocado depois de afirmar que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) possui equipamento que permite fazer interceptações telefônicas.

"É importante que ele vá à comissão e apresente provas do que ele disse", afirmou hoje o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

Itagiba espera que o ministro apresente oficialmente à CPI dos Grampos o laudo feito por engenheiros e técnicos do Ministério do Exército nos equipamentos da Abin. O documento já foi entregue ao Palácio do Planalto e comprova que os dois equipamentos da agência periciados pelo Exército são capazes de fazer escutas telefônicas, desde que estejam acoplados a outros aparelhos. O presidente afastado da Abin, delegado Paulo Lacerda, insiste que o equipamento é apenas usado para verificar a existência ou não de grampos telefônicos ambientais.

Depois de declarações contraditórias durante depoimentos prestados ao Congresso na semana passada, a Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional chamou novamente para depor na quarta-feira o chefe de Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência, general Jorge Félix; o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa; Lacerda; e o diretor afastado de Contra-Espionagem da Abin, Paulo Maurício Fortunato Pinto.

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