Foi bem, o meu partido foi muito bem, comemorou hoje o ministro Nelson Jobim (Defesa), em São Paulo, ao analisar a recomposição partidária no Legislativo e Executivo municipais, a partir do resultado das eleições de Domingo. Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-deputado pelo Rio Grande do Sul, Jobim é peemedebista.

Ele disse que "é ótima" a nova estrutura. "Faz parte do processo. Foi bom, foi bom. As eleições foram um bom resultado, o PMDB saiu-se bem." O PMDB registrou um crescimento nominal de votos da ordem de 30% nas eleições deste ano em relação a 2004. O salto foi de 13,7 milhões para quase 18 milhões de eleitores que optaram por candidatos majoritários do PMDB. Com isso, o quadro de prefeitos peemedebistas cresceu de 1.057 no último pleito para 1.193, segundo os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ministro apontou para sua cidade natal, Santa Maria (RS), ao reiterar a euforia com sua agremiação. "Foi bem, o meu partido foi muito bem. Inclusive em Santa Maria nós ganhamos a eleição. É o centro do mundo, não é?" O deputado federal e advogado Cezar Augusto Schirmer (PMDB), 56 anos, foi eleito prefeito da cidade do ministro, também conhecida como Santa Maria da Boca do Monte.

Jobim não demonstrou espanto diante do grande número de votos brancos e nulos. O TSE verificou que o índice de eleitores que decidiram não escolher nenhum candidato nas capitais subiu em cerca de 20% em relação ao pleito de 2004. Para o ministro, o fato não representa recado aos políticos. "A anulação do voto no caso da urna eletrônica é uma anulação muito decorrente de erro (...) O voto de protesto não tem espaço na urna eletrônica. Por isso você não pode votar no cacareco, no João da Silva, não sei o quê. Porque você não tem como digitar. Então desapareceu a possibilidade do voto de protesto. O único espaço que ficou foi o voto branco ou anulação. Mas a anulação, normalmente, é por erro na digitação."

Tropas

Ele disse também que amanhã vai conversar com o ministro-presidente do TSE, Carlos Ayres Brito, sobre a permanência das tropas no Rio, no segundo turno. "Ele manifestou por telefone que desejava que continuassem as tropas no segundo turno. Então, eu vou fazer reunião com ele, eu espero falar com ele amanhã, para definir qual é a fórmula, a regra de engajamento da tropa, porque é uma situação um pouco diversa, porque você não tem mais candidaturas a vereadores."

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