Jobim afirma não temer retaliação por demissões na Infraero

BRASÍLIA ¿ O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que não teme uma possível retaliação da base aliada do governo pelas demissões de afilhados políticos na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Para ele, este assunto é ¿absolutamente irrelevante¿.

Carollina Andrade |

O que pode acontecer pertence ao futuro, vou continuar fazendo o meu trabalho. O doutor Ulysses tinha uma frase ótima, 'cada dia com sua agonia'", disse o ministro após cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Ao ser questionado sobre a decisão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece que o ministro da Defesa deve ser [militar] da ativa ou da reserva para entender de Defesa, Jobim destacou: O senador pode apresentar as PEC´s que bem entender. A questão não é apresentar PEC, é conseguir aprová-la, completou.

O ministro negou ainda que exista uma tensão em seu partido, o PMDB. Não vamos confundir partido com integrantes do partido, acrescentou. A decisão da estatal de demitir afilhados políticos de Lula e de limitar a 12 os cargos comissionados provocou uma crise na base aliada. O PMDB reagiu as demissões alegando que o fato poderia causar derrotas sucessivas de interesse do governo no Congresso.

Jucá nega retaliação

Nesta manhã, Jucá afirmou que apoia as demissões de apadrinhados políticos na Infraero e negou que esteja retaliando o ministro da Defesa. O líder sustentou que ao apresentar uma PEC definido que cargo de ministro da Defesa seja ocupado por um militar --da ativa ou da reserva - , pretende ampliar o debate sobre a reestruturação da pasta.

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