Jobim adverte que tropas não servirão a candidatos no Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As tropas federais que vão atuar na campanha política fluminense estarão a serviço do processo eleitoral do Rio e não dos candidatos, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim Na semana passada, o TSE decidiu enviar tropas ao Rio para garantir os direitos de candidatos, eleitores e da imprensa, que vinham sendo ameaçados por traficantes e milicianos de comunidades carentes do Estado.

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'Se um candidato não deseja entrar onde elas estiverem, elas não vão sair. Elas não estão a serviço dos candidatos.

Estão a serviço da pacificação do processo eleitoral', afirmou a jornalistas o Ministro da Defesa

Jobim disse que caberá ao TSE a definição dos locais de atuação das tropas federais. 'Quem decide é o Tribunal Eleitoral. E quem decide como fazer, é o comando do Exército', disse ele.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu para que as forças federais permaneçam no Estado após as eleições municipais, mas o ministro sinalizou que as tropas só devem atuar durante o pleito.

O ministro procurou minimizar as divergências entre o governador e o Comando Militar do Leste que, segundo Cabral, não estaria colaborando com o Rio no combate à violência e à criminalidade.

'Não há conflito. Há divergência de opiniões. Não compete às tropas federais fazer segurança pública. A intervenção em matéria de garantia da lei e da ordem só pode ser feita por determinação do presidente da República, uma vez que o governador tenha solicitado', disse Jobim, que participou da cerimônia de incorporação de uma corveta à Marinha.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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