O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu nesta manhã que já chegou a defender o uso dos aeroportos de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, e Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, para a operação de uma ponte aérea. A defesa de Jobim havia sido feita durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, em agosto de 2007.

Na semana passada, Jobim vetou o uso desses dois terminais para a operação de voos regulares entre São Paulo e Rio. Ele participou nesta manhã da abertura do seminário "Innovations in nuclear technology for a sustainable future", que está sendo realizado em um hotel da zona oeste do Rio.

"Na CPI, quando iniciava o trabalho, se falava no Campo de Marte e se falava em Jacarepaguá. Eu afirmei que poderia ser examinado a existência de uma ponte aérea. Ocorre que Campo de Marte vai ter uma destinação específica e será um dos pontos de passagem do trem de alta velocidade. Então terá que mudar a natureza. Jacarepaguá tem inviabilidades de expansão. Houve uma demanda judicial muito forte em relação à construção de um hospital junto a Jacarepaguá. Então é uma destinação claramente de heliponto. Como também o futuro do Campo de Marte será o heliponto", afirmou Jobim.

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