Jobim acompanha dia decisivo em guerra simulada do pré-sal

Por Eduardo Simões ITAPEMIRIM, Espírito Santo (Reuters) - Com ataques terrestres, marítimos e aéreos acompanhados de perto pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Exército do País Verde caminha para vencer a guerra simulada pelas Forças Armadas para treinar a defesa da infra-estrutura petrolífera do Brasil.

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Em exercícios nesta segunda-feira como parte da Operação Atlântico, realizada por Exército, Marinha e Aeronáutica, as forças verdes resgataram militares feitos reféns pelas forças do 'País Amarelo'.

Os esforços para virar a guerra começaram logo cedo, por volta das 9h, quando o navio de desembarque de Carros de Combate Mattoso Maia chegou à praia de Itaoca, no Espírito Santo, depois de forças especiais detonarem com explosivos obstáculos na areia que impediam a chegada da embarcação.

Na sequência, Super Tucanos da Força Aérea sobrevoaram a praia atingindo alvos colocados em terra pela operação do exercício.

Em outro front, cerca de 200 pára-quedista saltaram de aviões Hércules e Bandeirantes para destruir posições ocupadas pelo 'País Amarelo'.

CAPACITAÇÃO NACIONAL

Vestindo camisa azul-marinho com o logo da Operação Atlântico, no lugar do já tradicional uniforme camuflado que usa quando acompanha operações desse tipo, Jobim reconheceu que as Forças Armadas estão carentes de novos equipamentos e destacou a importância desse tipo de exercício militar.

'Nós temos que ter equipamentos, mas com uma condição, que isso seja feito no Brasil, mesmo que isso demore, porque nós precisamos ter capacitação nacional', disse a jornalistas o ministro na praia localizada na cidade de Itapemirim, a cerca de 90 quilômetros de Vitória.

Os comentários seguiram a linha do que parece ser um dos mantras da Estratégia Nacional de Defesa --inicialmente prevista para ser divulgada dia 7 de setembro, mas que foi adiada para o final de outubro.

'Nós temos que pensar no sentido da capacitação para que o Brasil possa dizer não em algum momento. Quem pode dizer não é aquele que se constitui como nação.'

A Operação Atlântico, que custou 20 milhões de reais, segue até sexta-feira. Realizada nas regiões litorâneas de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a manobra busca proteger plataformas, dutos e refinarias de petróleo. A área é a mesma onde recentemente a Petrobras descobriu megareservas no pré-sal, que pode transformar o país num dos maiores produtores mundiais de petróleo.

(Edição de Alexandre Caverni)

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