J.D. Salinger foi a maior lenda reclusa da História

J.D. Salinger desapareceu cumprindo à risca a determinação de não mais publicar. Foi a maior das lendas literárias, o clássico escritor recluso que trancou-se em casa e escreveu, dizem, para o cofre.

Cadão Volpato, iG São Paulo |

Ele havia criado uma família imortal, os Glass. E um adolescente rebelde, falastrão, Holden Caulfield, de  O Apanhador no Campo de Centeio (1951), um livro que assombrou e assombra gerações. Holden é um adolescente como qualquer outro, só que mais articulado. Chato, mas literário, vivo e questionador.

Salinger criou o personagem num momento histórico em que o jovem ainda não era o centro do universo, papel que passaria a ocupar depois da Segunda Guerra. Holden Caulfield era puro rock´n roll, chegando às raias do punk. Era o espírito inconformado que herdara as ruínas do mundo. O Salinger que restou será jovem para sempre, graças a esta e outras criações.

Os contos, as idiossincrasias, o humor, o ceticismo, a ironia e o estilo direto e poético fizeram do escritor um dos grandes artistas americanos do século 20. Não se sabe o que ele deixou guardado no cofre.

É hora de ler ou reler os maravilhosos e inesgotáveis Nove histórias (de 1953, onde está o intrigante conto Um dia Perfeito para o Peixe Banana), Franny e Zooey (1961), Pra Cima com a Viga, Moçada e Seymor: Uma Introdução (escritos em 1962 e 63 e reunidos num único volume). Todos traduzidos no Brasil.

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