JBS supera Tyson Foods e é 2,4 vezes maior que BRF

A JBS se tornou hoje a maior empresa de processamento de proteína animal do mundo. Com a aquisição nos Estados Unidos da Pilgrims Pride e a associação com a Bertin SA, o grupo comandado por Joesley Batista conseguiu superar a americana Tyson Foods, que ocupou o posto durante os últimos anos.

Agência Estado |

Para se ter uma ideia do tamanho que a JBS terá, após o anúncio de hoje, a empresa passa a acumular uma receita líquida de US$ 26,7 bilhões, 2,4 vezes maior do que da BRF, que uniu num mesmo grupo Sadia e Perdigão. "Passamos a Tyson e estamos apenas começando. Chegamos até aqui e com capacidade para continuar investindo", disse Batista.

Com a aquisição da Pilgrim's e a fusão com a Bertin, a nova composição do grupo JBS se altera. Foi criada uma holding, na qual a família Batista possui 60% do capital e a família Bertin, os 40% restantes. Essa holding possui aproximadamente 60% das ações da JBS SA, sendo que os 40% restantes estão pulverizados entre os acionistas minoritários, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na prática, e em valores aproximados, a família Batista passa a controlar 36% das ações da JBS, a família Bertin possui 24%, o BNDES, que tinha participação nas duas empresas, fica em aproximadamente 23% dos papéis e os 17% restantes ficam distribuídos no mercado.

Ao mesmo momento que a JBS se tornou a maior empresa de proteína do mundo, ela conseguiu diversificar sua atuação no mercado de carnes, seguindo o exemplo de sua concorrente Marfrig. A empresa, que já era a maior no segmento de bovinos, com a compra da Pilgrim's passou a ocupar a segunda colocação no ranking americano de carne de frango com uma marca líder de vendas e assumiu a liderança global no segmento de couros, com a incorporação das operações da Bertin. "A Pilgrim's passa a ser uma das marcas de nossa subsidiária americana e a Bertin, junto com todas as suas marcas, vira também uma marca da subsidiária brasileira da JBS", disse Batista.

Para financiar toda essa operação, a JBS pretende usar parte dos recursos que tem em caixa e giram ao redor de US$ 1,5 bilhão. Para complementar o restante dos recursos, Batista disse que a empresa estuda uma emissão privada de ações da subsidiária americana, que levantaria outros US$ 2,5 bilhões. Além disso, a empresa retomará, a partir de janeiro de 2010, o processo da oferta pública de ações (IPO) da JBS USA, que capitalizaria a empresa em mais de US$ 2,5 bilhões. "O processo de IPO nos Estados Unidos foi prorrogado por conta da compra da Pilgrim's. Adicionaremos ao processo toda a documentação complementar e reapresentaremos à SEC", disse Batista, referindo-se à Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos).

E ao que tudo indica as compras da JBS não devem parar por aí. Depois do arrendamento de cinco plantas do Quatro Marcos, a aquisição da Pilgrim's e a incorporação da Bertin, Batista considera que a crise financeira internacional foi superada e a empresa se volta para seu DNA, que é crescer por meio de aquisições e parcerias. "Acho que para 2009 fizemos nossa lição de casa e não devemos fazer novas aquisições. Para 2010, no entanto, espero voltar a fazer outros anúncios", disse Batista.

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