Jardim Botânico comemora 200 anos com festa no Rio

RIO DE JANEIRO - Um dos pontos turísticos mais famosos do Rio de Janeiro completa 200 anos neste mês de junho. Em comemoração ao marco histórico, uma solenidade será realizada nesta sexta-feira nos jardins da instituição. Na festa, que contará com a presença de diversas autoridades, entre elas o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, serão lançados o Selo e a Moeda comemorativos do bicentenário do espaço.

Redação |

A festa está marcada para as 17h. Por isso, o Jardim Botânico só receberá visitantes no próximo sábado. Até o fim deste ano, o parque deve receber 600 mil visitantes e turistas. O horário de visitação é das 8h às 17h. A entrada custa R$ 4, mas é gratuita para idosos e crianças até seis anos

A instituição oferece boa infra-estrutura de apoio para os visitantes. Possui cafeteria, livraria, lojas, venda de mudas no Horto Florestal, sanitários públicos, lanchonete, cestas coletoras de lixo, bancos, telefones públicos e bebedouros. Um sistema de interpretação ambiental auxilia o público durante o passeio pelo parque.

Mais de 8 mil espécies de flora

J.Quental
Criado em 13 de junho de 1808 pelo imperador Dom João VI como Jardim da Aclimação, o Jardim Botânico ocupa uma área total de 137 hectares, dos quais 55 cultivados. O museu vivo natural é considerado um dos dez mais importantes do mundo e serve como referência nacional para jardins botânicos do Brasil.

Seu arboreto abriga uma coleção botânica com cerca de 8.000 espécies da flora nacional e de várias partes do mundo, além de área remanescente de Mata Atlântica. Desde sua abertura à visitação pública após 1822, já passaram pelo Jardim Botânico visitantes ilustres como Einstein e a Rainha Elisabeth II do Reino Unido, entre outros.

Em 1938, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico - IPHAN como Monumento Nacional por seu significado histórico, cultural, científico e paisagístico e definido pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, em 1991.

Já sob a forma de autarquia federal e integrado ao Ministério do Meio Ambiente, em 2001, o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro reforçou sua missão de desenvolver o ensino e as pesquisas científicas sobre a flora brasileira, com a criação da Escola Nacional de Botânica Tropical.

Seis anos depois, a instituição ganhou também dimensão cultural a partir da inauguração do Espaço Tom Jobim ¿ Cultura e Meio Ambiente, selando o casamento entre ciência e cultura.

Acervo científico inestimável

O Jardim Botânico mantém importantes coleções científicas. O Herbário, hoje informatizado, guarda um acervo de 450.000 amostras botânicas de valor inestimável, algumas com mais de dois séculos que vieram da Europa. Na carpoteca estão cerca de 6.300 amostras de frutos, a xiloteca guarda 8.500 exemplares de madeiras e o laminário, 25.000 lâminas de microscopia fotônica.

O público pode ter acesso ainda a uma das mais completas bibliotecas especializadas em botânica do País, a Biblioteca Barbosa Rodrigues, também informatizada, que oferece um total de cerca de 108.700 volumes de obras especializadas, livros de referência, periódicos nacionais e estrangeiros, com destaque para os livros raros, em torno de três mil.

Espaço como inspiração para artistas

Entre os que estimam o Jardim Botânico, a escritora Clarice Lispector, uma das mais importantes autoras da literatura brasileira, descreveu o museu vivo em seu conto "Amor", de 1960:

"Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meu sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais."

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