RIO - A pré-candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PCdoB, Jandira Feghali, lamentou hoje a decisão do PT de lançar a candidatura de Alessandro Molon ao cargo. Jandira queria repetir no Rio de Janeiro a aliança feita em São Paulo, onde o deputado federal do PCdoB Aldo Rebelo retirou a candidatura a prefeito para entrar como vice na chapa da petista Marta Suplicy.

Lamento a não-reciprocidade do PT no Rio, já que retiramos nossa candidatura em São Paulo e no Recife. Faltou uma visão de união da esquerda, que não se limita apenas a 2008, ressaltou Jandira, acrescentando que não gostaria de se meter em questões internas do PT.

A pré-candidata afirmou ainda que a eleição deste ano deverá ser pontuada por disputas na esfera judicial. Sem citar o pré-candidato Eduardo Paes, do PMDB, Jandira lembrou que haverá brigas para questões de respeito a prazos. Críticos da candidatura do ex-secretário de Esportes e Lazer do Estado do Rio, argumentam que o pedido de desincompatibilização de Paes teria sido feito um dia depois do prazo.

Se não citou diretamente o caso de Paes, Jandira não poupou críticas à ação do Exército no Morro da Providência, no centro do Rio, e ao programa cimento social. Idealizado pelo senador Marcelo Crivela, do PR, líder nas pesquisas de intenção de voto para a prefeitura do Rio, o projeto conta com a atuação das Forças Armadas na favela para auxiliar na reforma de casas.

As críticas ao programa aumentaram depois que três jovens foram presos por integrantes do Exército e assassinados por traficantes de uma favela rival, que receberam os jovens das mãos dos próprios militares. Que o caso foi negativo para o senador Crivela, eu não tenho dúvida. O efeito para ele na eleição é que depende de uma nova pesquisa para ser avaliado, ressaltou Jandira, acrescentando que cabe ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) avaliar o possível uso eleitoral do programa.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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