LOS ANGELES ¿ O diretor de Avatar, James Cameron, vê um equívoco na mais recente febre dos estúdios de Hollywood para converter grandes projetos cinematográficos de 2D para 3D, mas o ritmo de tais conversões demonstra que não existem sinais de desaceleração.

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James Cameron em evento nos EUA
para promover televisão em 3D

Cameron acredita que os estúdios estão correndo para aproveitar o apetite do público por filmes em 3D. Mas o uso de computadores para converter filmes padrão em 2D para 3D, ao invés de filmá-los em 3D, cria um filme com aspecto barato e poderia prejudicar mais do que ajudar se o público rejeitar a proposta.

Ele deve saber. Filmado em 3D, "Avatar" tem a maior venda em bilheterias da história, com 2,7 bilhões de dólares arrecadados. E Cameron não é o único que está questionando a corrida precipitada dos estúdios para converter filmes para 3D, em uma batalha que está colocando grandes diretores em conflito com os estúdios que os contratam. O diretor de "Transformers", Michael Bay, também já questionou a escolha.

"O problema é que essas decisões deveriam ser feitas pelos diretores, não deveriam ser feitas pelos estúdios, porque se fosse pelos estúdios, eles vão sacrificar a qualidade por um custo mais baixo", disse Cameron, em um evento para promover o lançamento de "Avatar" em DVD, que será no dia 22 de abril.

Estúdios estão convertendo rapidamente para 3D, agora que a Walt Disney viu a versão 3D de "Alice no País das Maravilhas" vender mais de 570 milhões de ingressos desde sua estreia no dia 5 de março.

No dia 2 de abril, a Warner Bros, uma divisão da Time Warner Inc., irá lançar seu filme de ação "Fúria de Titãs" em mais uma versão convertida de 2D para 3D.

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