Em seu testamento, Michael Jackson designa a cantora Diana Ross, sua amiga, para cuidar de seus três filhos caso sua mãe, Katherine Jackson, faleça ou não seja capaz de tomar conta deles.

"Se qualquer um de meus filhos for menor no momento de minha morte, nomeio minha mãe, Katherine Jackson, como guardiã das pessoas e bens desses menores", pede Jackson no testamento de cinco páginas que apresentou perante a Suprema Corte de Los Angeles em 2002.

"Se Katherine Jackson não viver além de minha morte ou estiver incapacitada de atuar como guardiã, designo Diana Ross como guardiã das pessoas e bens desses menores", acrescenta o testamento.

Katherine Jackson, hoje com 79 anos, conseguiu a guarda provisória das crianças depois da morte repentina do filho, na última quinta-feira. Diana Ross, que era uma das amigas mais próximas ao cantor, está hoje com 65 anos.

O documento revela ainda que os bens do rei do pop devem ir para o Fundo da Família Michael Jackson ("Michael Jackson Family Trust"); os termos deste fundo, no entanto, não foram detalhados.

Três pessoas próximas a Jackson - o advogado John Branca, John McClain e Barry Siegel - foram nomeados seus testamenteiros.

O cantor não faz nenhuma menção no testamento ao pai, Joseph Jackson, com quem mantinha uma relação complicada.

O documento também confirma que Jackson não deixou nada para a ex-mulher, Debbie Rowe, mãe biológica dos dois filhos mais velhos do rei do pop, Prince Michael I, de 12 anos, e Paris Michael, de 11.

Seu filho caçula, Prince Michael II, de 7 anos, é fruto de um acordo com uma mãe de aluguel, cuja identidade é desconhecida.

"Me omito intencionalmente de deixar qualquer legado para minha ex-esposa, Deborah Jean Rowe Jackson", escreveu Jackson. O testamento fechado, datado de 7 de julho de 2002, tem cada um dos parágrafos rubricado à mão pelo artista.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.