Ivan Valente lança pré-candidatura à Prefeitura de SP

O deputado federal Ivan Valente (PSOL) anunciou hoje sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo e levantou a possibilidade da fazer alianças com partidos de esquerda, como PSTU e PCB. Não nos interessa aliança com partidos governistas ou de direita, afirmou, ressaltando que sua campanha estará alinhada aos movimentos sociais e populares.

Agência Estado |

Valente falou à imprensa durante o seminário "Diretrizes de programa de governo - Construindo uma alternativa socialista para as cidades", realizado por seu partido.

O pré-candidato afirmou que sua campanha será pautada pela inversão de prioridades. "Vamos governar para a maioria do povo. Educação, saúde e transporte público serão prioridades", disse. A marca do governo, segundo ele, será a participação popular, com o orçamento devendo ser discutido de forma ampla. "O povo não tem que discutir só uma parcela do orçamento. O povo tem que discutir globalmente o orçamento e os rumos da cidade." Entre as prioridades estão, ainda, o combate à corrupção e a transparência no governo.

Em sua campanha, o PSOL desafiará os partidos concorrentes às eleições municipais a abrir mão da influência do poder econômico. A idéia é fixar um teto para o financiamento público, com gastos limitados. "Queremos evitar que a corrupção brote daí", disse.

Candidato a vice

O pré-candidato a vice-prefeito, Carlos Giannazi, presidente do Diretório Municipal do PSOL São Paulo, afirmou que uma das grandes bandeiras da campanha será a extinção do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo. "Essa sempre foi uma bandeira histórica do PT, que a abandonou quando assumiu o poder com a Marta Suplicy", disse. Essa é também uma proposta antiga da ex-prefeita e atual deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que teve suas contas rejeitadas pelo TCM quando foi prefeita da cidade pelo PT.

A presidente Nacional do PSOL, Heloísa Helena, aproveitou o evento para se manifestar contra os cartões corporativos e o envolvimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com o dossiê referente aos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Qualquer procedimento ilegal e imoral da utilização da máquina pública para proteger delinqüente ou para tentar aniquilar adversários políticos, seja no governo Fernando Henrique ou no governo Lula, conta com a franca e pública oposição do PSOL", declarou.

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