Itália investiga autenticidade de peça atribuída a Michelangelo

Roma, 5 jun (EFE).- O Tribunal de Contas italiano iniciou uma investigação sobre um crucifixo atribuído ao artista renascentista Michelangelo Buonarroti que o Estado italiano comprou em dezembro por 3,2 milhões de euros e cuja autenticidade foi questionada por muitos especialistas.

EFE |

O jornal italiano "La Repubblica" informou hoje que o promotor do Tribunal de Contas Pasquale Iannantuono afirmou que a intenção é esclarecer "toda a operação".

Para isso, foi aberto um processo e iniciada uma investigação a cargo do promotor do Tribunal de Contas da região de Lácio (cuja capital é Roma), Salvatore Sfregola.

A peça, um crucifixo de madeira de 41 centímetros de altura e que teria sido feito por volta de 1495, foi colocada à venda no ano passado por um antiquário da cidade de Turim, que primeiro ofereceu o objeto a uma instituição financeira de Florença, que não comprou o artefato.

Em 12 de dezembro, o Estado italiano pagou 3,25 milhões de euros (US$ 4,61 milhões) pela peça, que chegou a ser apresentada ao papa Bento XVI.

O objeto ficará exposto permanentemente no museu do Bargello, de Florença.

A autenticidade da obra, porém, é questionada por vários especialistas, como a professora Paola Barocchi, da Universidade de Pisa, uma das maiores autoridades na escultura de Michelangelo.

Ela afirma que se trata de "uma obra em série" que não pode ser atribuída ao gênio renascentista ou sequer a algum dos discípulos do artista.

Entre outras coisas, as proporções do Cristo, com uma cabeça excessivamente pequena em relação ao corpo e um tronco compacto demais, fizeram alguns dos estudiosos crer que não se trata de uma obra do renascentista. EFE if/db

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