Isabella: reconstituição terá segurança de 122 policiais

A segurança na rua Santa Leocádia, onde acontece nesta manhã a reconstituição do assassinato de Isabella Nardoni, de cinco anos, está a cargo de 122 policiais civis e militares. A menina foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London no dia 29 de março.

Agência Estado |

Farão o policiamento da região 32 policiais militares, 20 policiais civis da Quarta Seccional Norte e 70 homens do Grupo de Operações Especiais. A rua está fechada entre a avenida Ataliba Leonel e a rua Mandaguari. Só é permitido o trânsito local de moradores. O acesso dos carros é controlado: só entram carros de moradores identificados com um selo com a letra G, de GOE, na cor laranja. Os pedestres que queiram acessar a rua são acompanhados até suas casas por policiais militares. No local está ainda uma unidade de intervenção tática do GOE e, na esquina com a avenida Ataliba Leonel, há uma base comunitária móvel da Polícia Militar.

O movimento de populares é tranqüilo. Um dos poucos manifestantes é o mineiro André Luiz de Souza, de 47 anos. O comerciante viajou 850 quilômetros, de Ponte Nova (MG), para protestar contra quem ele acredita serem os culpados pelo crime. "Sinto como se Isabella fosse mais uma dos meus três filhos. Quando cheguei na frente do edifício de onde ela caiu, senti revolta e perda. É como se estivesse ocorrendo com a minha própria família." Souza está com uma mordaça de couro que diz simbolizar o silêncio do pai, Alexandre Nardoni, e da Madrasta Ana Carolina Jatobá, sobre o que ocorreu "de verdade" no dia da morte de Isabella. Ele carrega ainda uma cruz de madeira de 25 quilos e que simboliza, segundo Souza, um pedido de paz.

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