Isabella: perícia não tem prazo para conclusão de laudos

SÃO PAULO - O coordenador da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), Celso Perioli, disse nesta quinta-feira que não há data prevista para a conclusão dos laudos relativos à investigação da morte da menina Isabella, de 5 anos, que teria sido jogada do 6º andar do prédio onde mora o pai, Alexandre Nardoni, na zona norte de São Paulo.

Agência Estado |

Conforme Perioli, em razão da natureza do trabalho de perícia, não é possível estabelecer um prazo para o encerramento das análises. "Trabalhamos para que (o resultado) esteja pronto o mais rápido possível. Mas não é possível estabelecer data", explicou. "Pode até ser que já esteja pronto, mas só será oficial quando estiver no papel".

O coordenador da Polícia técnico-científica reiterou ainda que as informações até agora divulgadas sobre resultados de laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto médico-legal (IML) não são oficiais.

"Não confirmo nada. Ainda não vi o laudo", disse Perioli. "É irresponsável divulgar essas informações. São relatórios de análise que serão encaminhados para os peritos responsáveis e que, sozinhos, não respondem nada", acrescentou.

Análise de manchas

Os peritos do IC ainda não concluíram a análise das manchas menores encontradas no carro de Alexandre Nardoni. Como esses vestígios, chamados pelos técnicos de substância hematóide, são pequenos, os peritos decidiram não fazer o exame de constatação de sangue, pois não sobraria material para a realização do exame de DNA. Eles decidiram partir direto para o análise de DNA.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

(*com informações da Agência Estado)

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