O promotor Francisco Cembranelli, que trabalha no caso da morte de Isabella Nardoni, comemorou a decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), de negar hoje o pedido de habeas-corpus para o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, morta em 29 de março. Essa primeira etapa foi vencida, ou seja, eles permanecem presos.

Claro que nós teremos de vencer muitas outras etapas", afirmou, dizendo que não ficou surpreso com a decisão. "Já estava bastante confiante que os argumentos que utilizei e que foram acolhidos pelo juiz seriam levados em consideração pelo desembargador e a decisão não me causou surpresa."

O mérito do pedido deve ser analisado por outros dois desembargadores do TJ-SP, na Câmara de Julgamento, e pode entrar na pauta de julgamento já na próxima terça-feira, segundo a assessoria do TJ. A manutenção da prisão do casal tem caráter liminar. Para Cembranelli, contudo, o julgamento do mérito deve manter o casal na prisão. "Não acredito em mudança. Os argumentos são os mesmos e agora vai haver a possibilidade de o Ministério Público dar o parecer e os outros desembargadores também terão a oportunidade de se manifestar. Eu continuo absolutamente tranqüilo de que a prisão vai ser mantida porque os fundamentos estão presentes. Só não vê quem não quer", afirmou.

A defesa do casal informou hoje que poderá recorrer às instâncias superiores (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal), em Brasília, para garantir a liberdade do casal, mesmo antes da análise dos desembargadores do TJ. O promotor afirmou que não se preocupa com essa possibilidade. "Claro que, se eles não conseguirem sucesso no julgamento do mérito, e eu vou torcer para isso, certamente recorrerão a Brasília. Acredito que eles vão esgotar primeiro a esfera estadual para, aí sim, buscar um tipo de socorro nos tribunais de Brasília, que, eu entendo, que não 'agasalharão' essa pretensão feita pela defesa." Cembranelli ainda disse que acredita que o julgamento ocorra no final deste ano ou no começo de 2009.

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