Isabella: defesa de Nardoni acusa pedreiro de mentir

A defesa do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, - réus no processo que apura a morte da menina Isabella Nardoni - acusou hoje uma das testemunhas do caso de mentir de forma descarada em juízo e pediu a abertura de um inquérito para apurar crime de falso testemunho. O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana (zona norte de São Paulo), decidiu não avaliar o pedido nessa fase do processo.

Agência Estado |

Para o promotor de Justiça do caso, Francisco Cembranelli, a defesa tentou tornar o pedreiro Gabriel do Santos Neto, de 46 anos, um "suspeito ideal" do assassinato. "Lamentavelmente, eles tentam escolher o suspeito ideal, que é o pobre", disse. Para a defesa, Santos Neto mentiu hoje ao dizer que não houve arrombamento nas proximidades do Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, na zona norte da capital paulista, onde a menina foi morta em março. Em reportagem do jornal Folha de S.Paulo , na época do crime, ele falara sobre a invasão numa obra nos fundos do prédio. Hoje, no entanto, negou até ter concedido a entrevista. "O pedreiro mentiu fragorosamente, de forma descarada", disse o advogado dos Nardonis, Marco Polo Levorin, ao fim dos depoimentos. Referindo-se à gravação da entrevista feita pelo jornal com Santos Neto e entregue à Justiça, afirmou: "A fita comprova as palavras dele."

Cembranelli, porém, afirmou duvidar até de quem são as vozes no registro. "É prematuro dizer qualquer coisa sobre a fita." Ele disse que, no testemunho, o pedreiro relatou que havia muitas pessoas na construção quando chegou para trabalhar depois do crime e que teve conhecimento de que a Polícia Militar (PM) havia feito uma varredura no local. "É até possível que ele tenha visto um quadro que parecesse com o de invasão", disse. "Mas não foi o que aconteceu."

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