O promotor de Justiça Francisco Cembranelli, que cuida do caso da morte da menina Isabella Nardoni, comemorou a decisão do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri (Santana), em acolher a denúncia e pedir a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, indiciados pela morte da criança. Aconteceu o esperado.

A Justiça foi sensível às ponderações do Ministério Público e das autoridades policiais", comentou. Cembranelli afirmou que o casal deve ser interrogado no dia 28. O promotor disse estar confiante de que a prisão decretada hoje será mantida até o julgamento do pai e da madrasta de Isabella. "Desta vez, o desembargador deve negar o habeas-corpus, porque há provas robustas e elementos fortes. A situação mudou muito", avaliou.

O promotor voltou a afirmar que a prisão de Alexandre e Anna Carolina garantirá mais rapidez no andamento do processo e disse que "se estivessem soltos, eles teriam acesso a todos os recursos protelatórios possíveis". Na opinião do promotor, o clamor popular colaborou para a aceitação do pedido de prisão preventiva e a voz da sociedade também será importante no julgamento do casal que, na sua opinião, será através de júri popular. "Tenho absoluta certeza de que a sociedade, numa data não tão distante, será chamada para dar um veredicto ao caso compatível com o interesse social".

Informado sobre a presença de um grande número de pessoas em frente ao apartamento dos pais de Anna Carolina, onde a polícia montou uma operação para levar o casal preso, Cembranelli pediu cautela. "Peço por favor que as pessoas contenham sua ansiedade e confiem na Justiça", afirmou.

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