SÃO PAULO - O instituto de pesquisa de opinião pública Datafolha divulgou nesta terça-feira que 63% de 1087 pessoas consultadas aprovam o comportamento da Justiça no caso do assassinato da menina Isabella, de 5 anos, e que 70% consideraram como bom o desempenho da polícia no mesmo caso.

A mesma pesquisa realizada no último dia 15 de maio, ouvindo apenas pessoas maiores de 16 anos, mostrou que 51% consideraram como séria a cobertura dos jornais impressos para o caso; 30% considerou sensacionalista: e 19% não souberam classificar.

A mesma pesquisa mostrou que 57% consideraram a cobertura jornalística como parcial, sendo que no mesmo item, 73% também entenderam que a cobertura das televisões podem ser consideradas parciais; 22% como imparcial; e 21% não souberam responder. Quanto maior o grau de escolaridade da pessoa consultada, registra a pesquisa do Datafolha, maior é a reprovação em relação à cobertura jornalística.

A pesquisa mostrou ainda que 86% das pessoas mostraram interesse pelo caso, sendo que 51% delas entendem que tiveram muito interesse; com apenas 11% não se interessando pelo assunto. As mulheres, 57%, acompanham mais o assunto, contra 44% dos homens.

Houve rejeição pela maioria das pessoas, 56%, contra manifestações de moradores contra o pai e a madrasta da menina Isabella, hoje presos preventivamente, em Tremembé, interior paulista. O mesmo item da pesquisa mostrou que 38% das pessoas aprovaram as manifestações.

O caso

AE
Alexandre e Anna quando foram presos dia 7
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese da criança ter caído da janela do 6° andar por acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada do apartamento por alguém.

Nardoni e Anna Jatobá respondem a uma ação na Justiça pela morte da menina. Os dois estão em penitenciárias de Tremembé, no interior de São Paulo. A defesa estuda recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O pai alegou à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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