Irmã de Renato Russo investe na carreira musical

Quando Renato Russo descobriu que sua irmã, Carmem Manfredini, queria se lançar no mundo da música, teve uma reação de ‘quase’ ciúmes. Ele me perguntou porque eu queria ser vocalista como ele.

Agência Estado |

Disse para eu ser qualquer coisa... baixista, tecladista, menos vocalista", lembra Carmem, hoje com 46 anos - tendo passado 23 deles como professora de inglês em um cursinho de Brasília. "Talvez ele não quisesse outro parente cantando, inclusive a irmã."

Doze anos depois da morte do cantor, é impossível afirmar se ele gostaria ou não de enfrentar uma concorrência ‘familiar.’ O fato é que, além de Carmen, que resolveu enfrentar a insegurança e assumir os vocais da banda Tantra, no ramo há ainda seu primo, Marcos Manfredini, 26 anos, vocalista do grupo de rock Manfred. Isso sem contar o filho de Renato, Giuliano Manfredini, 20, que foi guitarrista da banda Síndrome e hoje abriu uma empresa de produção musical, a Mundano.

Estariam eles explorando o nome de Renato para se autopromoverem? Não é o que pensa Marcelo Bonfá, ex-baterista do Legião Urbana. "O sobrenome Manfredini é deles. Seria chato se usassem ‘Russo’, que era o nome artístico de Renato", diz o baterista, que não mantém relações com a família por conta de divergências com relação ao legado do Legião. "Ainda não ouvi nada deles, mas não teria problema em gostar do som. Gosto é muito pessoal." O primo Marcos tem uma opinião semelhante. "Tem de ter talento. Se a pessoa não gosta, ela vai procurar outra banda na internet. Ninguém é mais obrigado a ouvir algo de que não gosta."

No caso de Carmen, a ligação vai além dos vocais. Sua banda, Tantra, traz na guitarra Fred Nascimento e, no baixo, Gian Fabra - que já tocaram por quase 10 anos como músicos de apoio no Legião Urbana. O grupo tem também o tecladista Carlos Trilha, que produziu os discos-solo de Renato. "Carregamos um background da época do Legião. Não dá para desvincular", afirma a vocalista. Já o nome da banda Manfred, segundo Marcos, nada tem a ver com o sobrenome de Renato. "É meu apelido", diz.

Tanto Carmen quanto Marcos admitem que o nome pode, sim, abrir portas. "É claro que abre portas, mas não estou querendo me aproveitar. Acho que no passado você ter um sobrenome famoso impactaria mais. Quando nos ouvirem, os fãs perceberão que nosso som é bem diferente do Legião", analisa Marcos. Já a irmã, considera a família extremamente artística. "Meus pais e tios eram multi-instrumentistas. Sempre tivemos tradição nas artes." Para Giuliano, filho de Renato, a situação é diferente. “Tem a curiosidade inicial das pessoas quando descobrem de quem sou filho, mas para por aí. Não dá para chegar dando carteirada. Você é aquilo que você tem para oferecer”, diz. As informações são do Jornal da Tarde.

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