Iraquianos recuperam a Babilônia

A província da Babilônia, onde ficava uma das sete maravilhas do mundo antigo, passará nesta quinta-feira às mãos dos iraquianos, depois de permanecer durante cinco anos controlada pelas forças polonesas e americanas, confirmou à AFP o governador Salem al Saleh Meslmawi.

AFP |

"Esta passagem será a prova do retorno à estabilidade na região", situada ao sul de Bagdá, acrescentou.

Em janeiro de 2005, o Museu Britânico acusou os exércitos de Estados Unidos e Polônia de terem provocado "importantes danos" à cidade antiga, onde foi até instalada uma base, em abril de 2003, depois da invasão do país.

A Babilônia, onde foi enterrado Alexandre Magno, é célebre por seus jardins suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo, construídos durante o reinado de Nabucodonosor (604-562 antes de Cristo). Além disso, foi o berço do primeiro código de justiça durante o reinado de Hamurabi (1792-1750 antes de Cristo).

Os americanos permaneceram cinco meses na Babilônia, sendo substituídos, depois, pelos poloneses, que se retiraram após 16 meses de presença.

Hilla, capital da província, foi cenário de graves atentados, sobretudo em março de 2007, quando dois suicidas mataram 117 peregrinos xiitas.

Além disso, o norte da província era conhecido até o final de 2007 como "o triângulo da morte", pela presença de numerosos insurgentes sunitas. Estes assassinaram muitos xiitas que passavam pela província em direção à cidade santa de Nayaf.

A Babilônia é a 12ª das 18 províncias cuja segurança passa à responsabilidade das forças iraquianas.

ak/sk/sd

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