Onze jornalistas morreram no Iraque em 2008, o que fez desse país de maioria árabe o mais perigoso do mundo para a imprensa, pelo sexto ano consecutivo, informou o Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ), nesta quinta.

O grupo, com sede em Nova York, destacou que 41 jornalistas morreram de forma violenta, em todo o mundo, em relação direta com seu trabalho em 2008. No ano passado, foram 65. Também estão sob investigação 22 mortes de repórteres para determinar se estão ligadas ao exercício da profissão.

"Mais de 90% dos assassinados eram jornalistas locais que cobriam notícias para veículos locais, regionais e internacionais", informou o CPJ.

O comitê comentou que o número de 11 mortos no Iraque em 2008, embora tenha caído drasticamente dos 32 ocorridos em 2007 e 2006, continua sendo um dos mais altos registrados pelo CPJ.

O organismo que vigia a liberdade de imprensa no mundo apontou que, desde a invasão liderada pelos EUA, em 2003, 136 jornalistas e 51 profissionais da imprensa morreram no Iraque.

O CPJ relatou mortes de jornalistas no exercício da profissão nos seguintes países, ou territórios: Afeganistão (2), Bolívia, Camboja, Croácia, Faixa de Gaza, Tailândia, Geórgia (3), Índia (4), Iraque (11), México, Paquistão (5), Filipinas (2), Rússia (2), Somália (2) e Sri Lanka (2).

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