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Irã acusa imprensa ocidental de ser porta-voz dos amotinados

O ministério iraniano das Relações Exteriores acusou nesta quarta-feira dirigentes e a imprensa ocidentais de serem porta-vozes dos que chamou de amotinados e advertiu que estes inimigos serão colocados em xeque-mate, segundo comunicado citado pela agência de notícias Isna.

AFP |

O ministério também convocou o embaixador da Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos no Irã, para protestar contra "declarações intervencionistas" de líderes americanos.

O comunicado da diplomacia iraniana citado pela Isna foi escrito "em reação à intromissão de alguns líderes e da mídia ocidentais", diz o título.

As autoridades iranianas consideram tradicionalmente que os profissionais de imprensa obedecem ordens diretamente de seus países.

"Alguns países, numa reação deslocada, apressada e descortês em relação a manifestações ilegais, apóiam quem não deveriam apoiar, contrariando os princípios e as regras democráticas, tornando-se seus porta-vozes, ofuscando, assim, a imagem luminosa da República Islâmica", diz o texto.

Países ocidentais, principalmente Alemanha, França e Grã-Bretanha, questionaram a regularidade do pleito de 12 de junho, que terminou com a reeleição, com uma diferença esmagadora, do presidente Mahmoud Ahmadinejad. O resultado foi denunciado por adversários e acarretou manifestações em massa.

As autoridades "recomendam" a esses países e à imprensa ocidentais "mudar sua visão incorreta sobre os acontecimentos iranianos porque serão vigiados e no momento apropriado, sem nenhuma dúvida, os inimigos da unidade nacional receberão um xeque-mate".

Várias centenas de jornalistas estrangeiros, entre eles numerosos ocidentais, receberam um visto de dez dias para cobrir as eleições. A maior parte já deixou o país ou será obrigada a fazê-lo. Os jornalistas ocidentais que residem no Irã são menos de dez.

Enquanto isto, Washington pediu ao site de relacionamento Twitter adiar uma operação de manutenção que acarretaria uma interrupção de seus serviços para permitir aos oponentes iranianos continuar a utilizá-lo, revelou nesta terça-feira um dirigente do departamento de Estado.

Em geral, os manifestantes iranianos que questionam o resultado das eleições presidenciais recorrem ao Twitter para pedir resistência e difundir informações sobre os enfrentamentos com a polícia e partidários do presidente reeleito Mahmud Ahmadinejad.

Mensagens originadas do Irã vêm inundando a popular plataforma de microblgos, apesar dos esforços das autoridades iranianas para limitar as informações vinculadas aos protestos.

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