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Ipea: não há inchaço de funcionários públicos no País

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que não há inchaço do Estado brasileiro e acredita que existe espaço para a contratação de mais servidores públicos no País. Segundo estudo divulgado hoje, o porcentual de servidores entre o contingente total de pessoas ocupadas era de 10,7% em 2005, resultado que foi considerado baixo pela entidade quando comparado a países desenvolvidos.

Agência Estado |

De acordo com o levantamento, essa relação chega a 39,2% na Dinamarca, a 30,9% na Suécia, 24,9% na França e 14,8% nos Estados Unidos. O Ipea mediu a participação de empregos no setor público com os dados da administração direta, indireta e empresas estatais.

Para o instituto, a participação do emprego público no Brasil é pequena. "Não há razão para se afirmar que o Estado brasileiro seja um Estado 'inchado' por um suposto excesso de funcionários públicos", afirma o Ipea, no documento. Na avaliação da entidade, há espaço para aumentar o estoque de empregos públicos e a sua participação sobre o total de ocupações.

Com a crise financeira internacional, o Ipea aproveitou para destacar que vê espaço para a criação de ocupações emergenciais no setor público. "O emprego público - mesmo que em atividades temporárias - poderia servir como um instrumento contracíclico (certamente não suficiente para compensar todos os postos de trabalho que serão eliminados no setor privado) pelo menos enquanto durarem os efeitos da retração econômica mundial sobre a economia brasileira", defendeu.

O instituto reconheceu que a maior proporção de empregos no setor público de países desenvolvidos, principalmente na Escandinávia, está ligado ao fato de serem Estados de bem estar social, no qual o poder público é o principal ator na garantia do desenvolvimento econômico e social. "Mesmo nos EUA, a mais importante economia capitalista, caracterizada pelo seu caráter 'privatista' e pelo seu elevado contingente de postos de trabalho no setor privado, o peso do emprego público chega a 15% dos ocupados", diz o estudo.

O Ipea afirmou ainda que o Brasil também possui um porcentual de servidores públicos inferior aos de países da América Latina. De acordo com o levantamento, o Panamá tinha em 2006 uma relação de servidores públicos sobre o total de ocupados de 17,8%, a Costa Rica de 17,2%, a Venezuela de 16,6% e a Argentina de 16,2%. Em 2006, para termos de comparação, este porcentual no Brasil era de 12,5%.

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