IPCA-15 desacelera alta, mas fica no teto das previsões

SÃO PAULO, 24 de setembro (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em setembro, mas um pouco menos que o esperado. O indicador teve alta de 0,19 por cento neste mês, ante avanço de 0,23 por cento em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

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A mediana das previsões de 21 economistas consultados pela Reuters apontava inflação de 0,16 por cento. A faixa foi de 0,15 a 0,19 por cento.

Entre os grupos em destaque de desaceleração, Artigos de residência passou de alta de 0,53 por cento em agosto para queda de 0,22 por cento em julho, refletindo menores preços de eletrodomésticos e artigos de TV, som e informática. O grupo Educação teve alta de 0,06 por cento neste mês, ante 0,90 por cento no anterior.

Os preços de Habitação também diminuíram a alta, para 0,44 por cento em setembro ante 0,85 por cento em agosto. Os de Saúde e cuidados Pessoais subiram 0,26 por cento agora, ante elevação anterior de 0,34 por cento.

No ano, o IPCA-15 acumulou alta de 3,15 por cento. Em 12 meses, a taxa é de 4,27 por cento.

O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do país.

A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Vanessa Stelzer)

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